terça-feira, 30 de julho de 2019

Eu não precisava disso.

O ano era 2012 e eu conheci uma pessoa e caí na besteira de curar o amor que eu sentia pelo Di com outro "amor".
Gente, isso não dá certo não. Eu fingi um amor por 1 e 6 meses. E a melhor coisa foi qnd eu me libertei desse cara.
Mas ele foi abrigo, foi ensinamento, foi diversão, foi muito bom ficar com ele.
Era o Marreiros. Um cara que fiquei logo depois que briguei com o Di e logo em seguida engatamos um namoro e até moramos juntos. Nós não nos entendíamos em nada, eu era de Marte e ele de Júpiter.
Não tínhamos intimidade na cama, no beijo, em nada! Nada mesmo.
É a única pessoa que eu nunca mais falei depois que eu terminei. Porém, uma coisa devo muito ao Marreiros. Ele me ajudou a ficar longe do Di e aguentar todo o sofrimento e toda dor.
Eu sei que é feio usar outra pessoa, mas foi algo tão natural. Eu dizia: -bom, pelo menos eu não estou sozinha.
Como se a solidão fosse o problema! O único problema era o medo de voltar com o Di.
Mas eu ainda voltei a ficar com ele. Sério! Eu fiquei! Mas antes dele, o M.V reapareceu na minha vida e me realizou como mulher, como mãe, como pessoa. Conto logo, logo essa história para vcs.
Só sei que eu nunca tinha ficado tão bem depois de um término de relacionamento.
Bjs, amores 💙

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Ligação inesperada.

Oi, meus amores!
O assunto de hoje é velho. Rs
M.V, isso mesmo! Lembram que ele é a pessoa que me fez mais feliz dentre todos? Isso, isso! Porém, ainda não vou contar sobre essa tal felicidade.
Quando eu falava sobre o M.V,  contei da vez que nos vimos e que acabamos cortando os laços por causa do destino. Entretanto, ele não iria sumir de pra sempre...
Em 2009, eu acho, recebi uma ligação. Adivinhem?! Era o M.V!
Ele conseguiu meu número com alguém e me ligou do trabalho dele. Nós conversamos muito nesse dia e ele me contou que estava trabalhando em outro município, que tinha uma filha e que estava bem. E eu?  Bom,  eu continuava estudando. Último ano da faculdade e muitas incertezas.
Depois dessa ligação, eu só voltei a falar com o M.V em 2013, graças às novas tecnologias. Mas isso eu conto depois.
Beijos ❤

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Oi pessoinhas do meu coração.
No último post eu falava sobre o Emanuel e sua partida cedo demais dessa terra.
Como eu fiquei depois dessa perda? Gente, foi muito difícil!
Minha glicemia ficou muito descompensada eu tinha muitas hipoglicemias severas e hipers também.
O primeiro dia foi até tranquilo, pois o pai do Emanuel ficou comigo. Porém, o tempo foi passando e eu era solteira. Não assumi compromisso por causa da gravidez. Então, eu comecei a sofrer a perda de maneira bem mais intensa e eu passava mal por conta disso.
Muitos amigos me apoiaram, mas as noites eram de sofrimento intermináveis. Eu dormia imaginando ele do meu lado, eu colocava todas as roupas dele em cima da cama e abraçava porque eu queria meu filho perto de mim.
Fiz acompanhamento com psicólogo, endócrino, nutricionista, mas eu sabia que as crises aconteciam por causa da tristeza e do sofrimento.
Eu passei quatro anos vivendo em uma montanha russa. 2018 foi o pior ano da minha vida com o descontrole glicêmico.
Desmaios, convulsões, dentre outras situações e isso tudo por causa do emocional. Eu não me recuperei da perda do meu pacotinho de amor. A única coisa que conseguir fazer foi controlar a glicemia melhor.
O lado emocional é pior do que o açúcar quando se fala em diabetes. Eu sei bem disso!
A próxima postagem é surpresa, tá? rs (ainda não sei sobre o que falar)
O que vocês querem ler?
Falo do M.V, do Di, de um amor novo? Quero saber. Bjs ❤

segunda-feira, 22 de julho de 2019

O mais belo caso de amor: Maycon Emanuel

Olá, amores!
Dando continuidade às histórias sobre o emocional e o diabetes. Na postagem anterior falei sobre as oscilações glicêmicas na hora do sexo e nos términos de namoro de maneira bem resumida.
Agora vou falar de algo bem mais profundo: A maternidade.
Imagine você como é a relação de afeto entre mãe e filho. As descobertas, as mudanças hormonais, o corpo sendo transformado por um serzinho que mesmo antes de vim ao mundo já emana luz e muito amor.
Foi assim: era minha segunda gravidez. Tive duas.
A primeira em 2010(aborto espontâneo) e a segunda em 2014 (nativivo).
A primeira eu não vivenciei nada, pois descobri no mesmo dia que perdi. Já a segunda, eu curti muito, muito mesmo! Porém, as mudanças acabaram interferindo no controle glicêmico e o desfecho da história não foi o tão sonhado por mim.
Vou começar do momento em que eu entrei em trabalho de parto. Foi um parto induzido e eu estava com oito meses.
Dia 04 de dezembro eu fui encaminhada para uma sala para que as enfermeiras iniciassem a indução do parto.  Por volta das 21 horas eu comecei a sentir dores e o Maycon Emanuel, nasceu às 4:19 do dia 05 de dezembro de 2014.
Eu lembro bem o momento do parto. Minha glicemia estava 25 mg/dl e enquanto uma enfermeira pulsionava a veia no meu braço para tentar colocar o soro glicosado, a outra tentava sem sucesso ouvir os batimentos cardíacos do Emanuel. Até que eu juntei todas as forças que ainda tinha e a cabeça do Emanuel saiu...
Eu apoiei meus dois cotovelos sobre o colchão da maca, enquanto a enfermeira girou o  meu filho e foi puxando para fora. O rosto dele estava virado para minha coxa direita e eu vi quando seus bracinhos foram caindo por cima de seu peitoral. Eu pensei que ele estava morto e pedi pra Deus não deixar isso acontecer.
A enfermeira continuou puxando e ele estava completamente desfalecido e eu fui morrendo por dentro. Quando elas retiraram ele, rapidamente cortaram o cordão umbilical e correram com meu filho nos braços. Eu fiquei sozinha naquela sala. Passaram-se alguns minutos que pareceram uma eternidade, até que voltaram com a notícia de que meu filho precisou ser entubado e ir para UTI neonatal.
Eu subi pra ver ele depois de quase 2 horas após o parto, mas o pai já havia ido mostrar a foto dele pra mim.
Era o amor da minha vida. Eu tinha certeza! Eu nunca tinha sentido nada igual. No entanto,  o Emanuel não estava bem. Estava em coma induzido por causa das convulsões frequentes e segundo a pediatra ele teria alguns traumas, não sabíamos quais, pois precisaria de exames que eram inviáveis no momento.
Então eu orei! Orei e perdi a conta de quantas vezes eu subi e desci a escada da maternidade sempre pedindo a Deus a proteção para meu príncipe.
Já no terceiro dia eu recebi alta e a noite, antes de sair da UTI  onde o Maycon estava eu orei dizendo pra Deus que eu queria muito criar o meu filho, mas eu não suportaria ver ele sofrendo.
No outro dia quando eu estava na porta da UTI o meu celular tocou. A psicóloga disse que a médica me aguardava para falar comigo.
Meu Deus, o pior aconteceu!  Quando eu olhei para a encubadora e ele não estava meus olhos se encheram de lágrimas enquanto a médica dava a notícia da morte do Emanuel.
Fizemos todos os procedimentos necessários para que pudéssemos levar o corpo até o meu local de origem e assim realizar o velório e enterro. Foi o único velório que me fez chorar.
Morria um pedacinho de mim naquele nove de dezembro.
Por causa do meu estado emocional eu tive uma hipoglicemia severa e convulsão, fui levada para a unidade básica de saúde durante a madrugada e só fui liberada após muita conversa para o enterro do meu filhote. Ele é o serzinho mais lindo da face da terra. A boca, as mãos e pés lembravam muito o pai.
Tudo terminou para quem acompanhava o enterro, porém para mim era o início de um longo sofrimento e descontrole glicêmico que começava.
Continuarei a falar na próxima postagem de como consegui superar esta perda.
Beijos, amores ❤

Como fica a glicemia na hora "H"?

Oi gente! Como prometido, vim contar para vocês sobre o impacto do emocional nas oscilações glicêmicas.
Agora mesmo tô curtindo uma hiper por causa de uma "raivinha" que passei. Desisti até de sair de casa.
Eu já tive diversas hipers(excesso de açúcar) e hipos(falta de açúcar) por causa das emoções.
Já fiquei super nervosa quando fui transar com um carinha e acabei tendo hipo na hora do sexo. Claro que eu já havia explicado tudo antes e ele entendeu, mas demorou bastante pra perceber que eu estava passando mal.
Já passei semanas vendo a glicemia descompensada enquanto eu tentava reatar um namoro.
E uma vez, essa foi a pior/melhor de todas as vezes, eu saí com o Di e depois fomos para a casa dele, eu tive uma hipoglicemia severa na hora do sexo. Primeiro, que eu nunca tinha ido na casa dele. Então, eu já fiquei nervosa quando chegamos lá.
Entramos no quarto, começamos a nos beijar e as coisas foram acontecendo. Transamos, ele disse que eu estava bem à vontade, mas eu não lembro direito e no final tudo foi interrompido, pois o Di  disse que eu comecei a passar mal e comecei a ficar com raiva e a chorar. Ele não entendeu nadinha e só depois se tocou, me deu um doce e depois me levou para lanchar.
É claro que depois voltamos e terminamos o que havíamos iniciado. Rs
Mas, normalmente, a glicemia tende cair mesmo na hora do sexo. Afinal, é gasto de energia e consumo de glicose.
Na próxima postagem eu conto sobre minha segunda gravidez, a morte do meu filho  e o impacto dessa perda no controle da doença.
Foi a coisa mais difícil de superar, porém, consegui pelo Emanuel, por mim!
Beijos açucarados em todos! ❤

domingo, 21 de julho de 2019

Quando o relacionamento se torna uma prisão é melhor parar

Oi amores!
Continuando a falar do Di, saibam que apesar de ter sido algo que durou muito tempo, as lembranças da relação  que tivemos não são as melhores.
Ele era maravilhoso, eu o amava muito, ele era "muita coisa boa". Porém, ele acabou se tornando um homem dominador, invasivo, cheio de vontades, e isso não é legal.
O amor jamais pode ser desculpa para você aturar o desrespeito, a desconfiança, a humilhação, só para manter alguém ao seu lado.
Saiba que você será feliz quando entender que amar você  mesmo deve estar no topo de suas prioridades. Nada de "ahhhh... mas ele gosta assim" ou "é melhor eu ficar em casa porque ele vai ficar com ciúme dos meus primos e amigos".
Não seja essa pessoa! Os homens, às vezes, nos aprisionam em suas vontades, eles são tão amorosos que nem percebemos o quanto eles nos dominam.
É claro que não estou generalizando, mas observe bem quem está ao seu lado.
Eu vivenciei um amor que me proibiu de fazer muitas coisas que eu gostava e só após várias cenas de ciúme da parte dele é que eu acabei me tocando e decidi sumir da vida dele.
Eu encontrei outra pessoa que eu não amei, mas que estava comigo durante meu sofrimento, e por isso, sou muito grata a ele.
Tenho muita história com o Di, mas vou parar um pouco. Só queria que vocês soubessem que o amor é um sentimento puro demais para ter que aceitar os desvaneios de qualquer parceir@.

Próximo texto vou falar das oscilações na minha glicemia por causa do emocional. Exatamente, gente! O emocional mantém uma relação muito forte com o controle do diabetes.
Beijinhos e até a próxima! ❤

sábado, 20 de julho de 2019

Oi, amores! A postagem de hoje não está tão emocionante, mas vai ficar nos próximos capítulos. Aproveitem!
Hoje é dia de falar da paixão mais intensa e duradoura da minha vida.
Vou chamar esse amor de Di.
O Di e eu nos conhecemos na faculdade. Eu tinha 17 anos e era muito reservada e tímida. Ele era mais "dado". Falava com todos e era bem gracioso. Detalhe: -Ele tinha namorada.
Como tudo começou?
Bom, um certo dia, tínhamos um trabalho fora da sala de aula no 1° horário e no segundo, eu deveria entregar um resumo que eu não tinha feito ainda.
Eu organizei algumas coisas onde íamos fazer a apresentação do trabalho e fui para sala fazer o resumo. Eu estava sozinha e adivinhem quem apareceu??? Isso mesmo! O Di chegou e começou a puxar conversa, mas eu continuei a fazer o trabalho.
De repente ele foi até o lado de fora da sala, retornou e passou por trás da minha cadeira, deu um cheiro no meu pescoço que me fez arrepiar por inteiro.
Eu não esperava por aquilo, então demorei um pouco para reagir. Levantei da cadeira, ele envolveu um de seus braços em torno da minha cintura e me beijou.
Tenho que confessar que foi o melhor beijo da minha vida.
Envolvente, demorado, uma conexão sem igual.
Depois desse dia começamos a nos falar por msg.
Não vou contar muitos detalhes da minha relação com o Di, mas ele ficou muito tempo na minha vida, portanto, terei outras histórias dele aqui.
Bjs❤

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Um novo amor vai surgir

Continuando a falar do M.V, no último ano do ensino médio eu adoeci e quando retornei para a escola, eu estava quase reprovando. Minha ajuda veio dos meus colegas, inclusive o M.V. Eles me ajudavam com as tarefas, pois eu vivia retornando ao médico, eu faltava 1, 2 e até 3 vezes toda semana.
Na época do diagnóstico eu saí da escola para fazer exames e iniciar meu tratamento, mas acabei piorando e precisei ser internada. Eu saí da escola no final de junho e só voltei no final de outubro.
Quando retornei, as coisas foram entrando nos eixos, mas eu tinha que me adaptar ao tratamento com aplicações de insulina, alimentação mais restrita, etc. As coisas estavam até indo bem, mas no último dia de aula eu tive uma hipoglicemia  (queda de açúcar no sangue) eu agredi um colega, estava chovendo e eu estava completamente desorientada.
Eu fui para o meio da rua e o M.V... ahhhh!!! Ele estava do outro lado da rua, veio e me abraçou, me acariciou e disse que ia ficar tudo bem.
Ele conseguiu me tirar um pouco do estado de hipnose que eu estava. Comecei a reconhecer as pessoas, porém não entendia o que estava acontecendo eu tenho apenas lapsos de memória desse momento.
Chamaram a ambulância e eu fui para o hospital e o M.V ficou com o meu celular.
Na outra semana, as aulas já haviam acabado, mas eu precisava do meu telefone. Minha irmã foi buscar e eu como agradecimento mandei um presentinho e uma cartinha para o M.V.
Ele acabou pegando meu número é depois disso nós nos falamos algumas vezes por msg.
No ano seguinte, eu me mudei para a capital para estudar e o M.V ainda foi me visitar uma vez. Ele  foi na minha casa, nós conversamos, falei como estava sendo a facul, etc.
Quando ele precisou ir, me pediu para eu acompanhá-lo até o terminal rodoviário, pois ele teria que retornar para sua casa que ficava em outro município. Eu fui e, lá na rodoviária, nós ainda trocamos algumas carícias. Depois desse encontro eu troquei de número de telefone e perdi o contato com o M.V, entretanto, apareceu um novo amor na minha vida.

Beijos e até a próxima! ❤

Ahhhhh... Ainda tem muita história sobre o M.V. Eu ainda não contei  porque ele é o motivo da minha maior felicidade. Vocês terão que segurar essa curiosidade por um tempo. Rs

terça-feira, 16 de julho de 2019

Romance relâmpago

Depois do Nil e na época da internação no Hospital de emergência  eu tive um romance relâmpago com um enfermeiro super gato. Não sei o que ele viu em mim. Eu estava magrela e bem feinha e desnutrida, viu?! Rs
Mas rolou...
Foi ele quem me recebeu na porta do laboratório e fez minha coleta de sangue. Depois disso ele sempre me procurava pelo hospital. Conversávamos  muitas coisas e sempre que ele dava uma fugida para me ver na sala de internação era uma emoção. Hahaha... Ele ficava entre o meu leito e a porta, então o chefe dele nunca o encontrava. Rolava sempre uns beijinhos e carícias.
Foi uma aventura insana, mas aí eu fui transferida para a unidade de pediatria.
Pois é!!! Eu só tinha 16 anos. Ele ainda foi me visitar duas vezes lá. Inclusive, uma vez ele foi durante a noite, pulou a janela da enfermaria e eu estava na cama. Ficamos várias horas ali e rolou uns amassos bem intensos nesse dia. Porém, eu recebi minha alta e eu não tinha o contato dele e nem ele o meu.
Então, eu nunca mais o vi e também não cheguei a nutrir nenhum sentimento por ele. Mas ele me fazia sorrir e esquecer que eu estava doente. Gostava disso!
E foi assim: bem rápido mesmo.
A próxima postagem é sobre alguém bem especial na minha vida.
Espero que gostem ❤